Por Matheus Cofferri- Fundador do Last Mile
O setor de telecomunicações sempre foi movido por grandes números. Quilômetros de fibra, milhões de acessos, bilhões em CAPEX, margens cada vez mais pressionadas. Mas, à medida que o mercado amadureceu, ficou claro que os movimentos mais relevantes já não nascem apenas dos indicadores financeiros ou das planilhas de expansão.
Eles nascem das conversas.
Conversas que acontecem longe dos palcos, dos releases institucionais e das narrativas simplificadas. Conversas entre líderes que precisam tomar decisões complexas em um ambiente regulatório instável, competitivo e cada vez mais integrado à economia digital.
É nesse contexto que a comunicação deixa de ser acessória e passa a ser estratégica. Não como marketing, mas como instrumento de articulação, alinhamento e construção de visão coletiva.
O que é o Last Mile
O Last Mile surgiu justamente da percepção de que o setor precisava de um espaço mais honesto, profundo e qualificado para discutir seus próprios desafios.
Mais do que um podcast, o Last Mile nasceu como uma plataforma de diálogo do ecossistema de telecomunicações, tecnologia e infraestrutura digital. Um ambiente criado para ouvir quem está na linha de frente do mercado: fundadores, CEOs, executivos e tomadores de decisão que constroem, operam e sustentam a conectividade no Brasil.
Desde o início, a proposta foi clara: sair da superfície. Ir além do discurso pronto, das apresentações comerciais e das análises genéricas. Trazer à tona as decisões de bastidor, os erros, os aprendizados e os dilemas reais que moldam o setor.
O nome “Last Mile” não é casual. Ele representa exatamente o ponto onde estratégia, operação, tecnologia e realidade se encontram. Onde o discurso precisa virar execução.
Um espaço para o ecossistema, não para a autopromoção

Ao longo do tempo, o Last Mile se consolidou como um ponto de encontro do ecossistema. Um lugar onde diferentes visões convivem, onde divergências são bem-vindas e onde o foco está menos em convencer e mais em compreender.
Isso significa abrir espaço para temas sensíveis, conversas difíceis e discussões que nem sempre cabem no palco institucional. Regulação, consolidação, margens, riscos sistêmicos, decisões políticas, modelos de negócio e o futuro da conectividade fazem parte da pauta de forma natural, sem caricaturas.
O Last Mile não fala para o mercado. Ele fala com o mercado.
Por que ouvir – e participar – do Last Mile
Para quem ocupa posições de liderança no setor, informação por si só já não é suficiente. Notícias circulam rápido, dados estão disponíveis e relatórios se multiplicam. O diferencial está na leitura crítica, no contexto e na experiência compartilhada.
O Last Mile oferece exatamente isso.
Cada episódio é construído para gerar reflexão e ampliar repertório, trazendo visões estratégicas de quem toma decisões reais. São conversas que ajudam a entender não apenas o “o quê”, mas o “por quê” por trás dos movimentos do setor.
Além disso, o Last Mile cumpre um papel cada vez mais relevante: conectar pessoas. Não apenas como networking superficial, mas como construção de relações baseadas em confiança, troca e visão de longo prazo.
Comunicação como ativo estratégico
Em um setor altamente regulado, intensivo em capital e essencial para o desenvolvimento do país, a forma como as narrativas são construídas importa. Muito.
Modelos de negócio podem ser fortalecidos ou fragilizados por narrativas mal compreendidas. Decisões políticas podem ser influenciadas pela ausência de diálogo estruturado. E ecossistemas inteiros podem sofrer quando o debate se resume a interesses isolados.
O Last Mile atua exatamente nesse espaço intermediário: entre o mercado, as instituições, as lideranças e a sociedade. Não como porta-voz de uma empresa ou de um grupo específico, mas como catalisador de conversas que precisam acontecer antes que os problemas se tornem crises.
Um projeto em constante evolução
Hoje, o Last Mile vai além do podcast. Ele se desdobra em comunidades, encontros presenciais, fóruns de discussão e iniciativas que ampliam o alcance e a profundidade do debate setorial.
A missão, no entanto, permanece a mesma: fortalecer o ecossistema por meio de comunicação qualificada, visão prática e diálogo entre quem realmente constrói o setor.
Em um mercado onde decisões são cada vez mais complexas e interdependentes, criar espaços de conversa não é luxo. É necessidade.
E é exatamente aí que o Last Mile se posiciona.